Uma nova feira de ciências vai colocar Londrina no calendário dos eventos de iniciação científica do País. A 1ª Feira Universo Sigma, idealizada pelo Colégio Sigma, apresenta à comunidade mais de 60 investigações desenvolvidas por estudantes da Educação Infantil ao Ensino Médio. A feira será dia 24 de outubro, na sede da escola, com visitação aberta ao público.
O evento foi organizado para mostrar aos visitantes o processo de produção científica por trás dos resultados. Por isso, os estudantes vão apresentar o percurso completo da pesquisa, o que inclui a pergunta que originou o trabalho, as hipóteses testadas, os experimentos realizados e os dados coletados, culminando nas descobertas e revisões resultantes da investigação.
A feira é coordenada pelo professor Fábio Bruschi, premiado como “professor inspirador” pela Google Science Fair e pioneiro na implantação e no gerenciamento de projetos de iniciação científica em escolas de ensino médio de Londrina. Ele trouxe ao Sigma a expertise construída em duas décadas no ensino de ciências e agora dá um novo passo no fomento à produção científica na cidade.
“Não são projetos prontos. Levantamos a área de interesse de cada um, com foco em buscar alternativas para problemas reais, estruturados dentro do método científico. As ideias começam no Sigma para ganhar o mundo”, explica Bruschi.
Na Educação Infantil e nos Anos Iniciais, os trabalhos partem do cotidiano e das perguntas das crianças, com a ludicidade que dá sentido à investigação nessa fase. Uma turma, por exemplo, investiga a luz e as sombras em experimentações de brincar, observando como as sombras aparecem, mudam de tamanho e de forma conforme os objetos se movem. Outro grupo partiu do encontro de uma lagarta na escola para pesquisar como os animais se escondem na natureza, com levantamento de hipóteses sobre cores e camuflagem e registros das descobertas em desenhos e painéis.
Nos Anos Finais e no Ensino Médio, os estudantes assumem a condução da pesquisa e aprendem a transformar curiosidade em perguntas a serem testadas, medidas e comprovadas por evidências. Entre os trabalhos estão investigações com microalgas no tratamento de cromo, o uso de protozoários como indicadores de qualidade de água e o desenvolvimento de jogos de computador para o ensino de astronomia.
“Nas turmas pequenas, a investigação é exploratória, feita por meio do brincar. Conforme os estudantes crescem, vamos incluindo o método de pesquisa, com levantamento de hipóteses, coleta de dados e análise, sempre adequado à idade de cada um”, destaca o professor.
Desafios da população idosa
A Feira Universo Sigma é uma consequência do projeto de iniciação científica do Colégio, que conta com resultados expressivos de trabalhos premiados em feiras nacionais. Também traz os resultados do Projeto Entre Gerações, com pesquisas que investigam os desafios da população idosa, entre eles saúde, inclusão digital, acessibilidade, mobilidade e autoestima.
“A partir das descobertas, os estudantes buscam transformar o que aprenderam em ações concretas para o cotidiano das pessoas mais velhas, aproximando a investigação científica dos problemas reais da cidade”, explica a diretora Juliana Hatti.
Para ela, a 1ª Feira Universo Sigma marca o momento de o colégio abrir à comunidade a produção científica que vem construindo ao longo do ano, reforçando a cultura de fazer ciência desde as séries iniciais. “Queremos que o visitante veja de perto como nossos estudantes pensam, pesquisam e descobrem. A feira é o retrato de uma escola que forma investigadores desde a infância”, afirma.